as grades

caminho pela manhã da avenida 25 de abril. habitualmente passo pelas grades do fechado portão central da escola e sigo em frente para entrar dois catetos adiante pelo portão lateral. ao passar, sinto-me preso na avenida. depois de entrar, sinto-me preso na escola. breves instantes estes em que sou preso dentro e fora.
mas hoje, há uma porta aberta no portão central da escola e eu esgueiro-me livre. e, por momentos, sinto-me e sento-me livre. sob a grande copa que me abrigava da chuva, vejo as baforadas do meu cachimbo de um tempo antigo em que estranho estranho era não dar esses sinais de fumo antes de entrar.

Comentários

Anónimo disse…
Poeticamente bonito... Mas não seja chorão: peça uma chave!

auréliof

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