rezo as matinas.
a quem levanto a voz? é a pergunta breve
que me ocorre tão sussurrada como o são as matinas
no seu silêncio vazio que as faz tão leves
até, sem ganhar asas, voarem livres de peso
atraídas por um farrapo de azul
ou por uma mão cheia de nada, a eterna
realidade que, sem o ser, persiste
sem ser alegre e sem ser triste
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Ainda eu não tinha os dentes todos
ainda eu não tinha os dentes todos e já comia a dureza dos teus ossos com vagar arrastando um grão pelos lodos neles enterrados os p...
1 comentário:
gostei muito de ler estes seus poemas.
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