Quem havia de dizer?
... Os eleitores.
valemos quanto? quanto valemos.
a quanto se vendem quantos? uns quantos se vendem a quanto.
um vale quanto? quanto vale um.
quanto vale cada um? em média, a média.
enviado por
A. Martins
em
22.9.09
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Quem sabe, faz. Quem não sabe, ensina.
Bernard Shaw
Que não sabe ensinar, forma os professores. Quem não sabe formar professores, faz investigação educacional.
acrescentado por António Nóvoa
citado de
enviado por
A. Martins
em
22.9.09
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Que farás tu se eu arranhar a tua porta?
- Estou pronto. Podes entrar. Vens ficar comigo? Vens buscar-me?
E se eu te der uma chave para a vida eterna?
- Posso usá-la mais tarde?
Porque não aproveitas logo?
- Não queres gozar comigo a inquietação da vida instantânea?
Posso?
- Comigo podes sempre contar ...
enviado por
A. Martins
em
20.9.09
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rezo as matinas.
a quem levanto a voz? é a pergunta breve
que me ocorre tão sussurrada como o são as matinas
no seu silêncio vazio que as faz tão leves
até, sem ganhar asas, voarem livres de peso
atraídas por um farrapo de azul
ou por uma mão cheia de nada, a eterna
realidade que, sem o ser, persiste
sem ser alegre e sem ser triste
enviado por
A. Martins
em
11.9.09
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nestas horas matinais, a aragem fresca fala
a quem quer ouvir a fala da aragem
e, mesmo sabendo da iminente viagem,
sai para o futuro sem antes arrumar a mala
enviado por
A. Martins
em
10.9.09
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quando as portas de Agramonte se abrem para a paisagem,
última e cega dos que, ao nosso lado, fizeram a sua viagem
guiando passos incertos dos incertos caminheiros que somos
abrem-se também para um abismo onde somos o que já fomos
de par em par por um ventinho bom, uma memória da passagem
até lá, ao fundo do imaginário mira douro
enviado por
A. Martins
em
7.9.09
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Descansei em ti o meu olhar, como só uma ave cansada de voar pode olhar. Digo-te adeus hoje e sei que não posso deixar de te dizer amanhã adeus de novo. De asas cansadas, poisarei no teu beiral, só por um instante te olharei, alisando maquinalmente as minhas penas sem ânsias de voar, mas certo de partir. Parto para longe, onde não possas ouvir-me gritar, depois da volta larga em frente da tua janela. Parto sem partir definitivamente. Digo-te um adeus sumido. Porque não sei mais que dizer ou fazer e os meus gestos têm a economia própria de quem voa. Quem voa assim tão desajeitadamente? ouço o espanto de uma ave verdadeira, enquanto eu caio a pique ... quase, quase a acordar.
enviado por
A. Martins
em
6.9.09
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