A estrada que cava tumbas
uma marca fica feita por um risco. um risco no chão, uma cicatriz, uma mentira verdadeira, um bordado na pele, uma sonhada melancolia.
há quem suba até um pedestal, até um alto monte com uma igreja, até a um sopro de vento, até um simulacro de entendimento por alguma razão não explicita nem explicada como um embaraço arrastado por uma voz embargada por nada deste mundo.
por vezes há um desenho de um monumento desses que nada têm para dizer. e ainda bem - dizem os que pretendem recitar um poema, uma história que não existe porque não dá jeito ou uma história que só existe porque dá jeito. felizmente adoramos o sol
sem sermos capazes de chegar perto do verdadeiro forno da páscoa em andamento. cada um por si, cada um longe de si que nem conhece nem se reconhece tão estranho é a si mesmo. há mesmo quem se separe de si até ser dois para evitar o contágio por si mesmo. e reclame o teste a que tem direito como tem direito à peste.
Sempre andaram por aqui... em todo o lado.
das línguas, o sonho
uma tia afastada
à medida que de mim
se ia afastando
até não sei quando
se tornava linha de serrim
e mais nada.
já a vaca sagrada
sem medida objectivo ou outro fim
que não fosse ir pastando
até quando
o caminho deixasse de ser visto por mim
quando acordei
alagado em suor
descobri a vaca com quem sonhei
a limpar-me com mais língua que amor
à medida que de mim
se ia afastando
até não sei quando
se tornava linha de serrim
e mais nada.
já a vaca sagrada
sem medida objectivo ou outro fim
que não fosse ir pastando
até quando
o caminho deixasse de ser visto por mim
quando acordei
alagado em suor
descobri a vaca com quem sonhei
a limpar-me com mais língua que amor
não tenho paciência comigo
é verdade que quem se dedica a muitas
pouco dá a cada uma delas
e isto acontece por aqui também
alguma constância temporal de leitura escrita ou desenho
e é por isso que por aqui constância só acontece
quando outros esperam alguma coisa de mim
e eu acho que posso dar-lhes o que pensam precisar
até que se cansem do que precisam
ou das minhas mãos dadas.
isto serve para que todos suspeitem
que por aqui algumas mudanças podem ser
acontecer mesmo que não sejam para durar
posso pedir desculpa por ter levado alguém
a ler isto
para uma irritação contraída pelo vácuo
meu
em volta de mim
como eu.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Re: Mensagens
Quando posso escrevesses com a mais perdido de quanto …. No dia 06/07/2024, às 10:23, Arselio Martins <arselio@gmail.com> escreveu: M...
-
Quando posso escrevesses com a mais perdido de quanto …. No dia 06/07/2024, às 10:23, Arselio Martins <arselio@gmail.com> escreveu: M...









