
em louvor do professor de direito, comentador que dá notas e candidato a presidente
Os olhos estão colados no infinito
enquanto a boca do professor e profeta
murmura uma oração de sapiência.
Se uma mosca bate as asas nas trombas de um mosquito,
um shhhh salta das bocas do público pateta
trnasformado em douta audiência.
O doutor acaba de grasnar: um importante
facto cultural, um acontecimento
só visto! pela sua parabólica mais fantástica.
Então, o chefe de cerimónias, locutor e tratante,
abre a sua boca de jumento
para elogiar o desgarrado monólogo da bruxa asmática.
E pede ainda mais umas palavras que fechem
o discurso magistral
do doutor de direito e analista
Este cospe então as classificações que merecem
os donos da vida nacional
como quem distribui aos corvos, a merecida alpista.
Findas a análise e a previsão
que o discurso magistral condensa
vai o público em paz para a micha
E comungam entre si, após a dominical celebração,
o que ele disse como sendo o que cada um pensa
assim como se houvesse pensamentos em bicha.
(Pretextos, 198x?)
(Pretextos, 198x?)
as datas vistas pelos seus avessos
e se contássemos os que foram assassinados
pelos fascistas, pela direita deste rectângulo,
antes do 25 de abril de 1974 e também depois
antes de contarmos os que a esquerda poderia
Firmino Mendes - Soneto
SONETO PARA ESTE MINISTÉRIO
Ó crapuloides tonsos desitantes
Artimigos tropálios desancantos
Par rivistas pervértidos acantos
Tomatoides arcansos arfestantes
Ó micustatas cãs de resinantos
Putéfias fientas e lepantes
Ó abastardos micos porcalhantes
Escolossos daláquas desorantes
Se houbordar infumo morativo
Neuscapitel morfeito desabundo
Apuntunga fitanga desamundo
Ah hei ah hei putango pilharundo
Filhostero lixoide e instalido
Sarjetário de brai e merdestido
Firmino Mendes, fevereiro 2015
Ó crapuloides tonsos desitantes
Artimigos tropálios desancantos
Par rivistas pervértidos acantos
Tomatoides arcansos arfestantes
Ó micustatas cãs de resinantos
Putéfias fientas e lepantes
Ó abastardos micos porcalhantes
Escolossos daláquas desorantes
Se houbordar infumo morativo
Neuscapitel morfeito desabundo
Apuntunga fitanga desamundo
Ah hei ah hei putango pilharundo
Filhostero lixoide e instalido
Sarjetário de brai e merdestido
Firmino Mendes, fevereiro 2015
Firmino Mendes: Também eu sou Charlie
Também eu sou Charlie
Matem-me! Eu também tenho
marcadores, lápis, canetas
Também sei usar a cor das
trovoadas
Apaguei deuses e dogmas do
meu suor
Bani as sombras e os sofismas
Aboli a infâmia do meu coração
Chamei os bárbaros para a mesa
da democracia, da tolerância e da
laicidade
Responderam-me com poções
mágicas, benzeduras e venenos de
deuses
Matem-me agora na mesa quente
dos desenhos e cartunes
onde a arte toca o sangue
Também quero pertencer ao gesto
que riscou as cavernas
Firmino Mendes
Lisboa, 08.01.2015
"Pamelia Kurstin: Theremin, the untouchable music"
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noite feliz!
tudo terás com abundância e de tudo comerás! - assim te manda a bondade do menino filho de uma mãe sem abrigo e de um pai ausente em nuvem incerta. e tudo comes na noite feliz e quando já não sobra coisa que se coma darás por ti a comer-te depois de seres comprado por ti ao dono do burro.
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Quando posso escrevesses com a mais perdido de quanto …. No dia 06/07/2024, às 10:23, Arselio Martins <arselio@gmail.com> escreveu: M...
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Quando posso escrevesses com a mais perdido de quanto …. No dia 06/07/2024, às 10:23, Arselio Martins <arselio@gmail.com> escreveu: M...








