
A dona palmira e o legista amigo do velho que lia jornais
Quando O velho partiu, já tinha posto as leituras daquele dia em dia. Sentado no sofá com o jornal sobre os joelhos, o velho dormia como habitualmente. Dona Palmira disse, como sempre diz: "Bem, está tudo arrumado! Vou andando! Até amanhã!" E foi-se para a sua vida, sem ter ouvido uma palavra do velho. Como sempre, o velho quedava-se mudo e quedo perante a loquacidade de Dona Palmira e ela já se tinha habituado e até tinha moderado as conversas e a cantoria enquanto trabalhava nas manhãs do velho leitor de jornais.
O médico legista havia de dizer no dia seguinte (com a Dona Palmira ouvir) que o velho tinha partido antes dela sair no dia anterior e que, sim!, lhe parecia que o seu velho amigo tinha posto as leituras daquele dia em dia porque devia ter sido a última página do jornal de há duas semanas a dar-lhe a volta às tripas.
Artigo DN
Sinais de "racismo institucional" nas escolas portuguesas
Consulte o artigo completo em:
http://www.dn.pt/sociedade/interior/sinais-de-racismo-institucional-nas-escolas-portuguesas-5141232.html
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http://www.dn.pt/sociedade/interior/sinais-de-racismo-institucional-nas-escolas-portuguesas-5141232.html
como se desenha um quadrado andando
sei bem como se forma um quadrado com pessoas
usei-as em quadrado como santo e condestável
usou em batalha contra os castelhanos sei bem
como podemos avançar, recuar ou rodar sem desfazer
o quadrado e basta-nos ajoelhar para não ser mais
que um cubo de escudos metálicos a brilhar ao sol
e como podemos parecer uma só carapaça sem cabeças
sei bem que o medo é impotente num combate travado
quando olhamos os inimigos de dentro do quadrado
cada um sentindo os nós que o prendem a outros dois
sentindo como é impossível qualquer debandada
que não seja uma pequena corrida para a morte
usei-as em quadrado como santo e condestável
usou em batalha contra os castelhanos sei bem
como podemos avançar, recuar ou rodar sem desfazer
o quadrado e basta-nos ajoelhar para não ser mais
que um cubo de escudos metálicos a brilhar ao sol
e como podemos parecer uma só carapaça sem cabeças
sei bem que o medo é impotente num combate travado
quando olhamos os inimigos de dentro do quadrado
cada um sentindo os nós que o prendem a outros dois
sentindo como é impossível qualquer debandada
que não seja uma pequena corrida para a morte
adormece
adormece, adormece, esquece quem quer que seja
não é preciso ouvir todos os ruídos da casa nem
avaliar o valor das jóias que não tiveste nem tens
nem rever o filme da tua vida nem há quem o reveja
tudo fizeste para que de ti nada sobrasse nem pó
que as cinza já as espalhaste em vida numa vinha
logo tu que já nem és nem deixas mulher sozinha
e não sendo de boa cepa nem queimado és o pó
da terra que não te quer e do ar que te não respira
só te resta adormecer sem querer saber ver ouvir
escutas de ti mesmo e só conjugas o verbo tossir
tens ainda presa em ti a morte quando a vida expira
para além do teu pesadelo inventado: vida e festa
de ti da tua morte da tua vida nada nem rasto resta
talvez ainda um dia alguém refugiado do inferno
te use sem saber de ti para aquecer-se no inverno
não é preciso ouvir todos os ruídos da casa nem
avaliar o valor das jóias que não tiveste nem tens
nem rever o filme da tua vida nem há quem o reveja
tudo fizeste para que de ti nada sobrasse nem pó
que as cinza já as espalhaste em vida numa vinha
logo tu que já nem és nem deixas mulher sozinha
e não sendo de boa cepa nem queimado és o pó
da terra que não te quer e do ar que te não respira
só te resta adormecer sem querer saber ver ouvir
escutas de ti mesmo e só conjugas o verbo tossir
tens ainda presa em ti a morte quando a vida expira
para além do teu pesadelo inventado: vida e festa
de ti da tua morte da tua vida nada nem rasto resta
talvez ainda um dia alguém refugiado do inferno
te use sem saber de ti para aquecer-se no inverno
escola

nesta eternidade de buracos nas nossas ruas e de pavimentos instáveis, a água e a lama facilmente voam e nos atingem lançadas pelos carros passando. hoje, bastou-me caminhar descontraído passeio fora para, numa passada simples acordar a água e a lama sob uma placa do passeio e ver como ela se atira às nelas de qualquer peão.
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Re: Mensagens
Quando posso escrevesses com a mais perdido de quanto …. No dia 06/07/2024, às 10:23, Arselio Martins <arselio@gmail.com> escreveu: M...
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Quando posso escrevesses com a mais perdido de quanto …. No dia 06/07/2024, às 10:23, Arselio Martins <arselio@gmail.com> escreveu: M...










