não posso desenhar, pouco posso escrever (...)

(...) só posso olhar para fora e ver as notícias, sempre aparentemente as mesmas notícias, como rastos formando um tapete rolante de últimas sobre a crise ou sobre vitórias e derrotas no futebol, claques e polícias, políticos e banqueiros, economistas e financeiros, donos de tudo e donos de coisa nenhuma:

as máscaras mil vezes mostradas para parecerem caras de verdade, como as mentiras mil vezes repetidas para parecerem o sofisma único essa baba que parece verdade assim cuspida por todos os que podem falar para uma multidão que se cale e pise ou esconda o que diz à boca pequena à boca pequena de boca em boca como um segredo mal guardado:

a quadrilha vive agora de uma ideia com mercado seguro para os seus manuais adoptados pelos estados sólidos líquidos e gasosos.

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